segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um momento de reflexão

É fim de ano, momento para refletirmos, analisarmos o que queríamos no início deste ano e, o que conquistamos até agora. 
Você já parou para pensar sobre?!



 Deixe as festas de lado por um momento e pense...O que você conquistou? Quem você conheceu? O que você coseguiu concluir? Quem você deixou pra trás? Quem você tem que colocar novamente em sua vida, pois não deveria ter saído? Quem precisa ser perdoado? À quem você precisa pedir perdão? Quem precisa urgentemente sair de seu "vagão" ou ficar na próxima estação deste trem que é a vida de cada um de nós?
Talvez não seja necessário fazer uma lista realizações para 2011, mas somente resolver estas questões acima e deixar que vida tome o rumo que precisa tomar, que se realize naturalmente. Ser feliz não é difícil, basta fazermos as escolhas mais certas possíveis, não passando por cima de ninguém, sem construir sua "felicidade" em detrimento do outro. Sempre buscando fazer o próximo feliz, assim sua felicidade, vem sem precisar chamar.

 
Depois de puxarmos para este momento interior, momento de você se encontrarem com seus eu - líricos. Gostaríamos de desejar a cada um de nossos leitores do blog, amigos de dança e teatro, admiradores, familiares e críticos um ano de 2011 repleto de trabalhos que nos preencham de realizações que nos façam sentido. Que tenhamos sempre as pessoas que amamos por perto para nos dar força para prosseguirmos em nossas caminhadas!
 

Um Feliz 2011 a Todos!

CCS/PA

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um nOvo oLhAr

  


 COMPANHIA CÊNICA SESC - PARÁ



Este ano tivemos a honra de apresentar o espetáculo de dança - teatro, Ser Estar. Contamos com pouco tempo para elaborar esse trabalho, cerca de 2 meses e meio, mas com muita dedicação e esforço o colocamos no palco.
Aqui abrimos então, um espaço importante para mostrar a todos a concepção da obra. Iniciaremos, portanto com o, quando...  

Atualmente experimentamos um "novo" olhar sobre a nossas manifestações, pois a bagagem cultural e folclórica que o grupo carrega acabou por nos impulsionar ao uso da "Tanztheather", termo alemão que traduz a nossa nova linha de atuação, a Dança Teatro. Este conceito existe há mais de 90 anos, Rudolf Von Laban foi um dos expressionistas da dança que representou esta linha de pesnamento e foi na década de 70 que ela ganhou maior expressividade, com a coreógrafa Pina Baush. A mistura da dança com o teatro, a transformação do corpo em texto, o uso do termo bailarino-ator e do cotidiano como conteúdo coreográfico são marcas de um novo jeito de ver e fazer arte, diferente dos que estávamos acostumados!
Descobrimos em nós mesmos, no processo de pesquisa e montagem, o quanto este novo ângulo em que fomos postos pode assemelhar-se a parábola da caverna!
 Nosso laboratório tem Grotowski e Stanislavski também, portanto buscamos aqui, o controle pleno sobre os corpos e um desenvolvimento do ações psicológicas que nos trazem a uma realidade mais "palpável" em cena. Esse trabalho proporciona para cada bailarino-ator maior compreensão de si e do que pretende e pode "doar" aos seus espectadores, colocando-os como peça fundamental para a cena.  



 Estamos neste momento entregues a idéia do corpo "nu" e tudo o que  ele pode oferecer, tanto fisica quanto psicológicamente, trazendo à tona o indivíduo e tudo o que ele carrega, seu cotidiano, suas experiências, enfim, tudo o que somos e representamos. Queremos dar vida, ou melhor...viver isso tudo, só que em nossos corpos, em nossa verbosidade.
Esse é só o começo, e gostaríamos de convidá-lo e convidá-la a fazer parte deste universo que é novo e velho, que é inerente a todos nós e que acabamos por deixar adormecer dentro da gente, sem nem perceber, o verdadeiro Eu!
Venha Ser, venha Estar...!
Pensamentos "soltos"


“Quando comecei a coreografar, nunca tratei a dança como só 'coreografia', mas como expressão de sentimentos. Cada peça é diferente,difícil de se colocar em palavras. Num trabalho, cada coisa está entrelaçada- a música, o cenário, o movimento e tudo que é dito. Eu não sei onde uma coisa pára e a outra começa, e eu não preciso de analisar isto. Limitaria o trabalho se fosse tão analítica”. ( BAUSCH, Pina.New York Times, Setembro 29, 1985)

"O ritmo de vida na civilização moderna se caracteriza pela tensão, por um sentimento de condenação, pelo desejo de esconder nossas motivações pessoais, e por uma adoção da variedade de papéis e máscaras da vida (máscaras diferentes para a nossa família, o trabalho, entre amigos, na comunidade, etc.). Gostamos de ser “científicos”, querendo dizer com isto racionais e cerebrais, uma vez que esta atitude é ditada pelo curso da civilização. Mas também queremos pagar um tributo ao nosso lado biológico, o que poderíamos chamar de prazeres fisiológicos. Portanto, fazemos um jogo duplo de intelecto e instinto, pensamento e emoção; tentamos dividir-nos artificialmente em corpo e alma. Quando tentamos nos livrar disto tudo, começamos a gritar e a bater com o pé, no convulsionando com o ritmo da música. Em nossa busca por liberação, atingimos o caos biológico. Sofremos mais com uma falta de totalidade, atirando-nos, dissipando-nos.(…)" (Grotowsky)